O quarto do hospital já não me parecia o mesmo. Nos últimos dias, ele havia sido o meu mundo inteiro — aquele espaço branco, frio, que me acolheu quando eu abri os olhos sem saber quem eu era. Mas agora, enquanto olhava para Serena no colo de Isa, percebia que era hora de ir.
A médica entrou acompanhada da psicóloga. Seu sorriso profissional foi reconfortante, mas seus olhos deixavam claro que a recuperação não seria simples.
— Giulia — disse, se aproximando da minha cama. — Hoje você vai para