O murmúrio abafado das vozes ecoava dentro da galeria como se o espaço tivesse se tornado uma sala de tribunal. Policiais iam e vinham, tirando fotos, medindo ângulos, registrando cada detalhe das paredes destruídas. O cheiro de tinta e poeira ainda impregnava o ar. Eu estava parado no centro do salão, tentando manter a calma, mas cada estilhaço de vidro no chão me parecia uma punhalada na pele.
A preocupação não era somente com as minhas obras que foram danificadas, mas também com a imagem da