A sala de jantar estava aquecida pelo brilho amarelado das luzes e pelo cheiro de comida caseira que Isa havia preparado com todo carinho. O contraste entre o requinte da noite na galeria e a simplicidade daquele momento me fez sorrir: no fundo, era isso que importava. Não os flashes, não os aplausos, não as entrevistas — mas estar ali, rodeada por aqueles que se tornaram a minha família.
Noah estava ao meu lado, com a mão entrelaçada à minha, e parecia mais leve do que nunca. Michela, sua mãe, ria de algo que Miguel havia acabado de dizer, e até mesmo Isa, sempre delicada e serena, parecia iluminada. Serena estava no colo da avó paterna, encantada com o colar que ela usava, e o som de suas gargalhadinhas completava a melodia perfeita daquela noite.
— Preciso admitir, Noah — Miguel começou, erguendo a taça de vinho com um sorriso orgulhoso —, você conseguiu me surpreender hoje. Sua exposição foi... extraordinária.
Noah sorriu, tímido, coçando a nuca. Esse gesto sempre me fazia lembrar