O som de vozes, risadas e passos ecoava pelo salão da galeria, cada canto iluminado por refletores estrategicamente posicionados para valorizar os quadros expostos. O ambiente estava vibrante, elegante, e ainda assim, quando Noah entrelaçou sua mão na minha, senti como se tudo se silenciasse. Eu não precisava de mais nada além daquele toque firme e sereno, como se fosse a âncora que me mantinha no mundo.
— Você está bem? — ele perguntou, inclinando-se discretamente em meu ouvido, sua voz baixa se perdendo em meio ao burburinho.
Assenti, sorrindo. — Melhor impossível.
E era verdade. Depois de tudo o que passamos, estar ali, de mãos dadas com ele, celebrando o talento que lhe fora negado por tanto tempo, era como assistir a um milagre se desdobrando diante dos meus olhos.
Circulávamos entre os convidados. Havia jornalistas, críticos de arte, colecionadores e pessoas influentes da cidade, mas Noah lidava com todos com uma elegância que eu nunca tinha visto. Era como se finalmente tivesse