A luz suave do sol entrava pela fresta da cortina, tocando meu rosto e me despertando aos poucos. Não precisei abrir os olhos para saber onde estava. O cheiro. A tranquilidade. O silêncio que não era silêncio, mas sim o som leve da respiração de Serena ao meu lado. Tudo dizia “casa” — mas não era minha casa. Era a dele.
Virei a cabeça devagar e vi minha filha, ainda entregue ao sono, seus cabelos castanhos levemente bagunçados, a boquinha entreaberta. Toquei seu rostinho com a ponta dos dedos,