Deixar Serena na casa dos meus pais nunca é fácil. Por mais que eu confie neles de olhos fechados, meu coração parece sempre ficar um pedacinho menor quando me despeço dela. Naquela manhã, o céu de Madrid estava limpo e o sol já aquecia as paredes claras da rua quando estacionei o carro em frente ao portão.
Isa apareceu na varanda, sorrindo, e meu pai já estava lá dentro com Serena no colo, balançando-a levemente como se dançassem uma música que só eles conheciam.
— Bom dia, querida! — Isa falo