Narrado por Marcelo
Voltei para o hospital com o cheiro de pólvora ainda grudado na roupa e o gosto de sangue preso na garganta.
O sol começava a surgir no horizonte, um laranja pálido pintando as janelas do corredor quando entrei. Meus seguranças se afastaram em silêncio, e tudo que eu queria naquele momento era uma coisa: ver ela. Tocar ela. Ter certeza de que estava viva, acordada, respirando.
Abri a porta do quarto devagar.
E lá estava ela.
A rainha da porra toda. Deitada, encostada nos tra