Ava
O vestido colava no meu corpo como se tivesse sido costurado direto na pele. A fenda lateral balançava com o vento, o salto batia firme no chão e meu cabelo estava preso num coque baixo com algumas mechas soltas, como quem diz “eu nem me esforcei tanto pra roubar a cena”.
Eu olhei meu reflexo no vidro do carro e respirei fundo.
Ava: “Vamos nessa, Ava. Acabou o tempo de abaixar a cabeça.”
Gregório, sentado ao meu lado, ajeitou a gravata, mas os olhos estavam fixos em mim.
Gregório: “Você tá