Gregório
A noite parecia quieta.
Mas Gregório já tinha aprendido faz tempo que o silêncio vinha antes das tempestades.
Desceu as escadas em silêncio.
Na sala, Ava dormia. Os olhos inchados, o corpo encolhido sob uma manta. Tinha chorado até apagar. Os dedos ainda apertavam o celular, mesmo desligado.
Gregório observou por alguns segundos.
Cada traço do rosto dela.
A fragilidade exposta.
O cansaço estampado.
E por dentro, um vulcão se acendia. Não de pena.
Mas de fúria.
De proteção.
De promess