CAPÍTULO 22

ANGELINE HARRINGTON

Eu ainda estava encarando o espelho. Minhas lágrimas haviam secado, mas a dor era uma marca mais profunda que a própria cicatriz. Tocava a linha irregular, cada saliência, cada depressão, como se lesse em braille a história do meu fim. Era uma sentença eterna. Não só pela perda do amor de meus pais, mas pela ausência de Angelo, meu melhor amigo, meu irmão gêmeo, meu protetor.

"Se Angelo estivesse vivo…" o pensamento vinha, doce e torturante. Ele nunca teria permitido. Lemb
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