NIKOLAI VOLKOV
Horas depois, deixei Angeline em sua casa — sua casa, não mais nossa — exatamente como prometi.
Ela não respondeu quando lhe dei o papel do divórcio. Apenas pegou a pasta preta da mesa, levantou-se do meu colo com um movimento seco, e disse, com a voz fria como o gelo que aprendera a usar como armadura:
— Me leve para casa, Nikolai.
E foi o que fiz. Em silêncio. Sem questionar. Sem pedir para entrar. Sem beijar meus filhos, que eu sabia estarem dormindo no berço.
Quando a deixei