ANGELINE HARRINGTON
Vinte e dois dias.
Há vinte e dois dias estou nesse quarto que parece um hospital. O tempo passa de um modo estranho — ora veloz, ora arrastado. Os dias se confundem uns com os outros, todos iguais, todos vazios.
Passo as horas sentada na poltrona junto à janela, lendo. Ao menos Nikolai faz com que alguém traga livros para mim todos os dias. Mas não é Mila. Não é Yulia. É uma moça que nunca vi antes — jovem, educada, porém fala pouco. Ana esse é o nome dela. O seu trabalho