ANGELINE HARRINGTON
Angeline adormeceu primeiro — o que é raro. A gravidez a exaure de um modo que nada mais consegue, e agora ela respira profundamente, seu rosto relaxado contra meu peito, sua barriga redonda pressionada contra meu flanco.
Eu, porém, não consigo dormir.
Passo a mão sobre sua barriga em movimentos circulares, sentindo os gêmeos se moverem — um chute ali, uma cotovelada ali, pequenas manifestações de vida que me fascinam de um modo que eu jamais imaginei ser possível. Um sorri