NIKOLAI VOLKOV
Meus dedos deslizam pela tela. Leio as palavras. Por um momento, apenas encaro aquilo, minha mente processando enquanto uma fúria silenciosa germina em meu peito.
Então leio em voz alta — baixo, controlado, cada sílaba pingando veneno:
— Angeline Volkov, como estão os bebês? Estou preocupado. Preciso te ver. Por favor, não fuja de mim dessa vez. Me encontre amanhã no parque. Só nós dois. Precisamos conversar. Não diga nada a seu marido por favor.
O silêncio que se segue é o mais