Era uma manhã fria de inverno quando a carta chegou.
O carteiro, um homem simples que há anos entregava correspondências no solar Ferraz, parecia desconfortável ao estender o envelope.
— Veio da penitenciária de Solândia, senhora Ferraz.
Isabel hesitou antes de tocar o papel. O selo oficial, o carimbo úmido e a caligrafia conhecida fizeram o coração dela bater de forma irregular.
Gabriel estava na varanda, lendo o jornal. Quando viu o envelope em suas mãos, levantou-se imediatamente.
— É dele?