Elisie Bellamy
Acordo lentamente.
Não é um susto. Não é um pesadelo. É como se algo tivesse me puxado suavemente da inconsciência.
Tudo está escuro.
O quarto inteiro mergulhado numa escuridão profunda, apenas com o contorno das cortinas desenhado pela luz distante da lua. Eu me mexo um pouco na cama e encosto nas costas de Lucien.
Ele está dormindo.
O corpo dele é quente, firme, imóvel. A respiração é lenta, pesada, ritmada. Diferente de quando está acordado. Sempre atento, sempre tenso. Dormin