Lucien Bellamy
A madrugada já caiu há horas e o hospital está mergulhado naquele silêncio estranho, quase artificial. Eu estou sentado ao lado da cama dela, olhando. Apenas olhando para ela sem cansa. Elisie dorme. E, pela primeira vez desde que tudo aconteceu, eu consigo respirar um pouco melhor.
Ainda assim, não é paz. É só… um intervalo.
Minha mão envolve a dela com cuidado, como se qualquer pressão a mais pudesse quebrá-la. Os dedos dela estão frios, marcados. As cordas deixaram sinais prof