Capítulos oito
AMÉLIA COBALTO
“A porta da frente se abriu com um estrondo surdo, pesado, como se o vento tivesse empurrado — mas não era o vento. Era Afonso. E ele entrou cambaleando.
estava no corredor, ainda de camisola, as mãos trêmulas de tanto esperar. A noite tinha sido uma agonia inteira. Ele havia saído às pressas para cuidar do incêndio na fazenda, a mais distante, e ninguém tinha trazido notícias. Cada minuto parecia um ano.
Quando o vi, o ar fugiu do peito.
O paletó estava