AFONSO COBALTO
“Passei a noite em claro.
Não por causa das queimaduras, nem do peso insuportável que meu corpo carregava depois de horas controlando o fogo na fazenda do sul.
Passei a noite acordado porque ela estava ali.
Amélia dormia sentada na cadeira ao lado da cama, como se tivesse apagado de exaustão enquanto velava meu sono. O cabelo dela caía pelos ombros, a camisola simples deixava parte da clavícula à mostra e, ao me observar por alguns instantes, percebi algo que nunca tinha aconte