MATTEO MANCINI
A ausência de Alexia se instalou no apartamento como um silêncio cortante, mais pesado do que qualquer barulho que pudesse preenchê-lo. Cada canto da casa, antes repleto da sua risada, do seu cheiro, da sua presença vibrante, agora ecoava um vazio que me rasgava por dentro. A dor da sua partida era uma ferida aberta, pulsando a cada lembrança, a cada objeto que me remetia a ela. Eu andava pelos cômodos como um fantasma, procurando por algo que me dissesse que tudo não passava d