Laura
O som dos monitores cardíacos ritmava o silêncio da UTI com sua cadência monótona. A respiração mecânica subia e descia, regulada por máquinas frias bem calibradas. Mas Laura não estava inconsciente como todos pensavam, mesmo sedada, sua consciência nadava a superfície, ciente de tudo.
Atrás das pálpebras cerradas, duas lágrimas escorreram lentamente por seu rosto imóvel. Lentas, quentes, carregadas de um peso que nenhum remédio ou soro poderia aliviar. Ela sentiu quando Samanta entrou, s