Guilherme
O copo de uísque girava em sua mão, gelo tilintando contra o vidro do copo, mas Guilherme mal percebia o sabor da bebida. Seus amigos riam alto, falavam de casos antigos da polícia, de novas missões e escândalos da corporação, mas para ele tudo era um borrão sonoro.
O bar era escuro, elegante, com iluminação âmbar e bolsa nova rolando no pequeno palco, preenchendo o ambiente com um charme decadente. Guilherme estava afundado em uma das poltronas de couro, uma pilha de folhas dobradas