Alberto
A sala de reuniões do Hospital da Clínica Portuguesa parecia ainda mais fria do que nas outras vezes. As luzes brancas, os cantos assépticos e as paredes em tons pálidos de cinza e azul inverno, transmitiam um ar de tensão silenciosa.
Alberto estava sentado ao lado da cabeceira da mesa longa, com os braços cruzados e os olhos semicerrados. A tensão nos músculos do maxilar denunciava o esforço que fazia para manter a compostura. Estava prestes a ouvir um veredito que poderia alterar tudo.