O dia de Lincoln começava junto com o movimento da casa, como se ele fosse parte do silêncio. Acordava no primeiro toque do relógio — não por urgência, mas por hábito. Havia aprendido cedo que disciplina não era punição, e sim a única coisa que ninguém podia tirar.
Vestia-se sem hesitar: camisa clara, suéter escuro, calça de lã. Passava a mão pelo cabelo com um gesto que buscava perfeição e ordem. Olhava o próprio reflexo por um instante — não por vaidade, mas para confirmar que pertencera ao