A casa estava silenciosa de um jeito particular naquela manhã — não o silêncio frio dos corredores, mas um silêncio vivo, cheio de pequenas respirações escondidas.
Helena caminhava pelo corredor com passos lentos, ainda sentindo na pele o calor que não vinha apenas da luz, mas daquilo que dividira com Alberto.
A rotina, porém, não esperava por ninguém.
Na copa, a mesa já estava posta: fruta cortada, bule de prata, pães ainda mornos.
Helena serviu-se de café, mantendo a postura impecável. A