(POV Selene)
Meu corpo vacilou, os joelhos ameaçando ceder. Eu sabia que devia empurrá-lo, mas em vez disso agarrei os ombros dele. A mente gritava não, mas a carne implorava por mais.
A água ainda escorria pelo meu corpo quando fechei a torneira. O silêncio que veio depois foi quase ensurdecedor. Meus joelhos tremiam, a pele ardia e a boca ainda carregava o gosto de Caelan, como se o veneno dele tivesse entrado em cada veia.
Encostei na parede fria, respirando fundo. Eu devia estar exausta, despedaçada, incapaz de me mover depois do que tinha acabado de acontecer. Mas não estava. O contrário: cada músculo parecia pulsar, vivo, como se tivesse acabado de acordar de um sono longo demais.
Fiquei encostada na parede molhada, o corpo ainda tremendo, tentando respirar. O selo ardia no pulso, como se risse de mim. Porque o veneno já estava dentro — e eu queria mais.
Passei a mão pelo rosto, tentando me recompor, mas a sensação não passava. Era como se a água não tivesse levado embora o