(POV Selene)
O depósito está em silêncio.
Mas dentro de mim há barulho demais.
Deito no colchonete duro, o corpo dolorido do treino, mas não é a dor que me mantém desperta. É outra coisa. É o gosto. O gosto dele ainda nos meus lábios.
Ronan.
Eu não esperava. Nunca esperaria. Ele sempre foi pedra, sempre foi lâmina. Duro, frio, cortante. O tipo de homem que não treme, não vacila, não deixa ninguém chegar perto.
E, ainda assim, foi ele quem me tomou.
Não devagar. Não com delicadeza. Mas com