(POV Selene)
O vento mudou primeiro.
Frio, cortante, carregado de cheiro úmido de terra e de algo mais profundo, selvagem.
Lobo.
Os uivos já não eram distantes. Eles rasgavam o céu como lâminas, ecoando pela floresta até o chão vibrar sob meus pés. O selo queimava no meu pulso, tão quente que parecia ferver dentro da carne. Cada vez que a lua surgia por entre as nuvens, a cicatriz brilhava mais, respondendo como se fosse um farol para as feras. Um chamado. Uma condenação.
— Eles estão perto