Lívia acordou com o coração disparado, o pescoço queimando como se a coleira ainda estivesse lá.
Por um segundo inteiro ela não soube onde estava.
A escuridão da cabana, o cheiro de lenha, a respiração pesada de alguém ao lado.
Ela sentou na cama de uma vez, ofegante, mãos já procurando a prata que não existia mais.
A luz da lareira iluminava um homem sentado numa cadeira ao lado da cama, imóvel, olhos dourados fixos nela.
Ele não se moveu.
Nem piscou.
Só esperou.
— Calma — disse, voz tão