O lugar onde se respira
A primeira vez que Lívia saiu da cabana sozinha foi numa manhã de geada fina.

Arthur estava no pátio rachando lenha. Camisa jogada no ombro, machado subindo e descendo com ritmo hipnótico.
Ela parou na varanda, enrolada num cobertor, e ficou olhando até ele perceber.

— Bom dia, fugitiva — disse ele sem parar o movimento. — Quer café ou coragem primeiro?

— Coragem — respondeu ela, voz ainda rouca de sono. — O café pode esperar.

Arthur fincou o machado no toco, limpou as mãos na calça e caminhou até ela.

— Então vem. Hoje você conhece o resto.

Ele não ofereceu o braço.
Só ficou ao lado, meio passo atrás, como sempre.

Desceu os degraus da varanda com ela, devagar.

O pátio estava vivo.

Filhotes corriam atrás de uma bola de couro.
Duas guerreiras riam alto enquanto afiavam espadas.
Um velho de barba branca assobiava sentado num banco, consertando uma rede.

Ninguém parou para olhar.
Ninguém sussurrou.
Alguns acenaram com a cabeça, como quem diz “bem-vinda”, e voltaram ao que faziam
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