A primeira vez que Lívia saiu da cabana sozinha foi numa manhã de geada fina.
Arthur estava no pátio rachando lenha. Camisa jogada no ombro, machado subindo e descendo com ritmo hipnótico.
Ela parou na varanda, enrolada num cobertor, e ficou olhando até ele perceber.
— Bom dia, fugitiva — disse ele sem parar o movimento. — Quer café ou coragem primeiro?
— Coragem — respondeu ela, voz ainda rouca de sono. — O café pode esperar.
Arthur fincou o machado no toco, limpou as mãos na calça e caminh