O Norte dormia em paz.
As montanhas respiravam devagar, embaladas pelo som da neve.
O nome de Helena permanecia gravado no gelo, brilhando sob a lua — agora inteira, sem feridas.
O vento cantava como se cada sopro fosse lembrança.
Mas em algum lugar, bem abaixo do altar, onde o gelo se tornava pedra e a luz não alcançava, algo se moveu.
Um pulsar.
Baixo, constante.
Antigo demais para ser esquecido.
Aren caminhava sobre o vale ao amanhecer.
O manto dourado arrastava na neve, e os lobos o seguiam