De noite, o vale parecia respirar devagar.
A ponte, meio seca, meio viva, devolvia à lua o brilho dos que não dormem.
O vento, que sempre soube de tudo, vinha curioso: o Conselho preparava o último truque.
O Curador chegou antes do amanhecer, sozinho desta vez.
Sem soldados, sem juíza, sem bandeira.
Apenas um baú pequeno, de madeira escura e fechos de prata.
Trazia nas mãos o que nenhum decreto ousava admitir: o silêncio comprado.
— Não venho com lei — anunciou, pousando o baú no altar. — V