Existem histórias que nascem como lampejos — pequenas faíscas que se apagam se não forem cuidadas com carinho.
E existem histórias como Lyria.
Histórias que não pedem permissão para existir, que atravessam a autora antes mesmo que ela perceba que está escrevendo.
Histórias que se manifestam como um sussurro antigo, um chamado inevitável, uma presença que insiste em ficar.
Eu nunca imaginei que Lyria fosse me encontrar desse jeito: no meio de um silêncio que eu achava confortável demais, em noit