Eles subiram da ala antiga em silêncio.
Não o silêncio comum da casa, mas um silêncio espesso, que parecia se agarrar às roupas, aos cabelos, à respiração. Helena sentia como se tivesse atravessado um lugar onde o tempo não corria direito — e agora o corpo precisava reaprender a se mover no presente.
A cada degrau, a sensação de estar sendo observada aumentava.
Não por olhos.
Por atenção.
Kael ia à frente, atento a qualquer variação no ar. O silêncio dele estava em alerta máximo, como um anima