A noite caiu como se tivesse sido puxada à força sobre o vale. Não houve transição suave, nem o habitual degradê de cores no céu. Um azul profundo deu lugar ao escuro de uma só vez, como se o mundo tivesse decidido apagar a luz para não assistir ao que estava por vir.
Helena sentiu isso no corpo antes de perceber com os olhos.
A casa… estava se fechando.
Não portas.
Não janelas.
Mas algo mais antigo: uma retração silenciosa, como um animal que recolhe as patas antes do salto.
Ela atravessava o