Helena nunca tinha reparado em quanta história cabia numa parede.
Naquela manhã, enquanto a luz fria entrava pelas frestas do salão grande, ela via outra coisa: não pedras… mas linhas.
Riscos.
Arranhões.
Pequenas marcas em cruz, em meia-lua, em meio círculo, escondidos onde só o olhar insistente encontrava.
— A casa está cheia deles — Lyria disse, como quem aponta estrelas. — Só não olhávamos direito.
Helena segurava um pedaço de carvão numa mão e um pergaminho na outra.
Brenno, postado ao l