O dia seguinte amanheceu pesado, arrastado, como se as horas tivessem sido puxadas para baixo da terra junto com o silêncio estranho da noite anterior.
Helena sentiu já ao abrir os olhos:
algo estava… deslocado.
Não errado, mas deslocado, como se alguém tivesse mexido em detalhes mínimos da casa — aqueles que só quem mora há muito tempo percebe.
Kael não estava deitado.
Ele raramente estava, mas dessa vez o cobertor ainda estava quente.
Sinal de que ele havia levantado há poucos minutos.
Hele