A manhã chegou sem alarde, como se respeitasse o estado em que ela havia adormecido. Não houve despertador, nem ruídos abruptos. Apenas a luz filtrada pela cortina, desenhando linhas suaves na parede. Ela abriu os olhos devagar, reconhecendo o corpo antes dos pensamentos. O peso dos braços, o ritmo da respiração, a sensação de estar exatamente onde precisava estar — mesmo sem saber por quê.
Levantou-se com cuidado, como quem não quer assustar o próprio dia. A casa ainda guardava o silêncio da n