O Registro das Vigílias nunca tinha sido mexido por mãos desatentas.
Era regra da casa.
Era lei antiga.
Por isso, quando Erynn folheou as páginas naquela manhã, procurando o dia exato do grito de Kael — o dia em que a voz dele quebrou — ela não esperava encontrar um crime.
Mas encontrou.
No meio de duas páginas amareladas, densas de caligrafia apertada, havia um pedaço vazio.
Não em branco — vazio.
A superfície do papel estava raspada, como se alguém tivesse passado uma lâmina ali com cuidado,