A manhã avançava lentamente, mas para Isabela o tempo parecia correr em círculos. As palavras de Rafael ainda ecoavam dentro dela como um martelo incessante: “Eu já trabalhei com eles.”
Cada lembrança da noite anterior — o confronto, os segredos revelados, a intensidade do olhar dele — pulsava em sua mente como uma ferida aberta.
Ela caminhava pela Avenida Paulista, cercada pelo caos habitual da cidade. Carros buzinavam, pessoas se apressavam para o trabalho, mas nada daquilo importava. Dentro