O som abafado da música eletrônica ainda pulsa nos azulejos do banheiro, os sons dos graves tremulando o ambiente, como se o mundo lá fora estivesse tentando invadir o espaço em que Celina tenta respirar. Ela apoia as mãos na pia de mármore negro, então arranca a máscara de seus rosto e encara o próprio reflexo — a pele vermelha, as pupilas dilatadas, os lábios entreabertos como se ainda buscassem ar.
Ela parece uma versão distorcida de si mesma.
— Que merda tá acontecendo comigo… — sussurra, e