O eco da risada de Lena ainda flutuava pelo ar da cobertura, misturando-se ao cheiro de sexo, sândalo e o vapor que escapava do banheiro. Tínhamos perdido a noção da realidade. O que era para ser uma "hora extra" transformou-se em uma maratona de lençóis revirados, água quente e gemidos abafados contra a pele. Fizemos amor na cama, sob o chuveiro e novamente na cama, como se o mundo fosse acabar no próximo segundo.
— Tem certeza de que não dá para adiar esse compromisso? — perguntei, a voz rouca, enterrando o rosto na curva do pescoço dela enquanto a trazia de volta para mim pela cintura.
Lena já estava se vestindo, lutando contra o meu aperto com um sorriso de quem detinha todo o controle da situação.
— Não! O que você quer de mim? — ela rebateu entre risos, tentando se desvencilhar. — Estou em frangalhos, meu Deus!
Eu ri contra a sua pele, sentindo o calor que ainda emanava dela. — Acredito que tem muita energia em você ainda.
Ela finalmente conseguiu se virar de frente, prendendo o