Simon Kaelen
Acordei no meio da noite, não por um pesadelo, mas pela quietude. Uma quietude que gritava em minha mente. Estava no meu apartamento temporário, uma fortaleza no alto de Carleon. O luxo era austero, no meu estilo, mármore negro, aço escovado, uma parede de vidro que era o único limite entre mim e o mundo. Da minha cama king size, envolto em lençóis de seda escuros que pareciam absorver qualquer luz, eu podia ver a cidade inteira se estendendo como um mapa de poder e vulnerabilidade.
Este não era o território familiar dos meus negócios, onde os acordos são feitos à sombra e a lealdade é comprada com sangue e cifras. A Thorne Corporation era um labirinto legal, uma decadência disfarçada de brilho corporativo. A queda nas ações era o meu tormento.
Eu não consegui mais dormir.
Levantei-me, nu, sentindo a frieza do chão de mármore sob meus pés. Caminhei até a parede de vidro, encarando a cidade. A Thorne era hoje, agora, uma empresa que ainda valia milhões. Mas a lógica me diz