Matteo franziu o sobrolho, mesmo sem o pai o ver.
— Algo sério?
— Suficientemente sério para não vos envolver — respondeu, sem mentir completamente. — Não quero que a Darya seja exposta a ambientes que não lhe dizem respeito.
O silêncio do outro lado da linha prolongou-se por alguns segundos. Isso bastou para Matteo respirar um pouco mais fundo.
— Certo. Vou avisá-la.
Giovanni aproveitou o momento.
— Pelo contrário. — Corrigiu. — Não a avises de nada que a faça preocupar-se. Diz-lhe apenas que os planos mudaram.
— Pai…
— Matteo — interrompeu com suavidade, mas firmeza. — Confia em mim.
O tom fez o filho calar-se.
— Confio — admitiu, por fim.
Giovanni deixou escapar um suspiro discreto.
— Aproveita o dia com ela.
Matteo arqueou ligeiramente a sobrancelha.
— Como assim?
— Sem reuniões. Sem famílias. Sem expectativas. — Giovanni apoiou o cotovelo no parapeito. — Leva-a a almoçar. Caminha com ela. Escuta-a. Deixa-a respirar fora deste mundo.
Do outro lado da linha, Matteo sorriu sem se ap