Ela inclinou a cabeça para o lado, oferecendo-lhe mais espaço em vez de resposta. O gesto foi tudo o que ele precisou. O beijo no pescoço tornou-se mais intenso, a respiração dele irregular contra a pele dela. As mãos subiram-lhe pelas costas, sentindo-lhe o corpo reagir sem defesas.
Darya agarrou-lhe a camisa, amarrotando o tecido nos dedos. Nunca se sentira assim. Escolhida. Segura… e ao mesmo tempo à beira de perder o controlo.
— Isto é o vinho a falar — murmurou, mais para si do que para ele.
— Não — respondeu Matteo, afastando-se apenas o suficiente para a olhar. — Isto és tu a permitir-te sentir.
Ele encostou a testa à dela, as respirações misturadas.
— E eu estou a tentar ser forte… — confessou, num tom baixo. — Mas estás a tornar isso muito difícil.
Ela sorriu, um sorriso lento, provocador, diferente de tudo o que ele já tinha visto nela.
— Então que não sejas.
Matteo segurou-lhe o rosto com ambas as mãos, o toque firme, possessivo, mas carregado de cuidado. O beijo seg