— Ainda não acho que tenha sido uma ideia producente matares o sub-chefe.
Astrid falou sem elevar a voz. A cautela estava no modo como segurava a taça de vinho, não nas palavras. Sentou-se no sofá com elegância controlada, cruzando as pernas devagar, como se cada gesto precisasse de ser medido.
Ricardo permanecia de pé junto ao aparador, os punhos apoiados na madeira escura. Não a olhava. Observava o próprio reflexo no espelho por trás das garrafas de cristal.
— Nenhuma mulher está à altura de