A mansão Mancini tinha regressado ao seu estado habitual de silêncio controlado. Não era um silêncio vazio, mas um silêncio treinado, construído ao longo de gerações que aprenderam que as palavras erradas, no momento errado, podiam custar vidas. Os passos dos empregados ecoavam à distância, discretos, quase imperceptíveis, enquanto a noite avançava lentamente sobre os jardins impecavelmente cuidados. Ariella permanecia junto à grande janela da sala principal, os braços cruzados junto ao peito,