O caminho até à mansão Mancini atravessava uma zona tranquila, ladeada por árvores altas que projectavam sombras longas sobre o asfalto. Dentro do carro, porém, o silêncio parecia uma bolha isolada do mundo, não pesada, não desconfortável, mas cálida, quase protectora.
Darya recostou a cabeça no vidro frio, a observar as luzes da cidade transformarem-se em manchas trémulas que pareciam fugir para trás. O som do motor era suave, constante, e por um instante ela desejou que o trajecto nunca termi