CAPÍTULO 23

Assim que atravessaram a porta, o calor aconchegante da mansão envolveu Darya como um abraço. A luz suave das lâmpadas douradas iluminava o hall, e o cheiro a alecrim e massa fresca, vindo da cozinha, pairava no ar.

Ariella não esperou que Darya dissesse nada.

Virou-se para ela, segurando-lhe o rosto com ambas as mãos.

— Olha para mim, tesoro. — A voz dela era baixa, mas firme, carregada daquela força suave que só as mães sabem usar. — Tu estás segura aqui. Segura. Enquanto eu respirar, ninguém te toca. Ouviste?

Os olhos de Darya marejaram novamente. Ariella franziu o sobrolho, não de irritação, mas de pura dor empática. Passou o polegar pela lágrima antes que ela descesse.

— Dio mio, quem faria uma coisa destas? Quem… — parou, apertando os lábios, e fechou os olhos por um instante — …bem, eu sei quem. Eu só não queria acreditar que fosse capaz.

Ariella respirou fundo e pousou ambas as mãos nos ombros de Darya, avaliando-a de alto a baixo como se procurasse ferimentos invis
Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App