CAPÍTULO 117
Quando o coração insiste em voltar para o mesmo lugar
O silêncio da madrugada envolvia a casa em Genebra como um manto pesado. Lá fora, as ruas estavam adormecidas, iluminadas apenas por alguns postes solitários que jogavam reflexos pálidos sobre o portão da casa. O carro de Caio parou devagar, e ele permaneceu alguns segundos dentro, as mãos firmes no volante, como se precisasse de coragem para cruzar aquela linha invisível entre o dever e o desejo.
O coração dele batia acelerado, mas não era pelo risco. Não eram os inimigos que ainda faltavam derrubar, nem as batalhas dentro da M&B Holdings. Era por ela. Por Alinna. A cada passo que dava em direção à porta, sentia o peso de quinze dias de ausência. Quinze dias sem ouvir a voz dela ao vivo, sem sentir o cheiro da pele dela, sem tocar a mulher que ainda era o centro de tudo.
Entrou sem barulho. O relógio da parede marcava quase três da manhã. O cansaço finalmente venceu o corpo que já vinha sendo sustentado apenas pela fú